quinta-feira, 4 de novembro de 2010

“A importância do voto” foi pauta no Arena Universitária


Alunos de Comunicação Social trazem ao programa gravado na última quarta, 25 de agosto, o assunto atual: as eleições.

Por Lara Goulart, 4º período de Jornalismo.


É ano de eleição, de compromisso com a cidadania, mas também o momento de repensar sobre o papel do cidadão na democracia. “Será que o brasileiro tem consciência política? Será que ele sabe do seu significado como eleitor?” Essas são algumas das perguntas levantadas pela platéia durante o programa Arena Universitária, da Universidade Veiga de Almeida. Dentre os convidados, estão: um cientista social, Guilherme Carvalhido; um cientista político, Gabriel Gutierrez e duas estudantes com visões e posturas distintas acerca do assunto.

O professor e cientista social, Guilherme Carvalhido introduz a temática dizendo que a política não faz parte do cotidiano do cidadão brasileiro e que no interior do país ela chega com mais força do que nas próprias capitais. Completa dizendo que há pouca visibilidade e fala ainda da carência de debates, o que torna limitada a formação cultural e democrática do Brasil. Ainda acrescenta: “Cabe primeiramente ao eleitor tornar o Governo melhor. A descrença no voto é a descrença na política e consequentemente é também a descrença no país!”

Quando questionado sobre a credibilidade nos candidatos, Gabriel Gutierrez aponta sua visão explicando que o erro das pessoas está na generalização dos casos. E que ainda existem sim, políticos corretos e não-corruptos. E que cabe ao cidadão refletir e escolher a melhor opção. A platéia também participou com perguntas relacionadas à obrigatoriedade do voto e nesse contexto Carvalhido responde que acredita na não obrigatoriedade pois, num momento de descrença social seria melhor pedir para as pessoas se conscientizarem do que obrigá-las a isso. Já Gutierrez, discorda: “Se o voto não fosse obrigatório só uma parcela mínima de uma certa elite votaria. Aí sim, não acreditaríamos na política pois os representantes não seriam escolhidos por todos.”

Representando o grupo dos votantes, a aluna de Produção Cultural, Talita Cairrão diz que acredita na democracia como um direito de resposta do cidadão e conta que iniciou como integrante do Grêmio Estudantil escola em que estudava e impulsionada por acreditar que poderia melhorar as condições dos estudantes. Em contrapartida, uma estudante da platéia fala sobre sua posição como não-votante dizendo que prefere pagar multa a ter de ir a uma sessão eleitoral, pois não acredita que sua escolha venha a mudar a situação do país.

Durante o programa, os convidados também falam sobre o Horário Eleitoral Gratuito, sua repercussão na sociedade e também sobre os artistas que se candidatam e são eleitos por uma grande parcela da população. Ao final do programa, o professor Carvalhido pede que os jovens reflitam sobre o valor da política e da democracia.

Mas, e você? Considera-se um eleitor consciente e que entende a importância do seu voto? É necessário que vejamos o Título de Eleitor não somente como o cumprimento de um dever, mas como o direito de escolha do que acreditamos ser o melhor para o nosso país. Mais do que tornar eleito um candidato, nosso papel é, na verdade, dar um voto de confiança ao futuro do Brasil.

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