segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Mariangela Ribeiro Galvão

Mariangela está na Fiocruz há 15 anos e atualmente é funcionária do Setor de Cadastro de Aposentados e Pensionistas (Secap).


Qual sua formação?
Segundo grau e Técnico em Secretariado.

Há quanto tempo está na Fiocruz?
Desde o dia 12 de junho de 1995.

Fale um pouco de sua trajetória na Fiocruz até a Secap.
Quando entrei na Fiocruz era responsável pela secretaria da Procuradoria Geral. Além disso, fui secretária do procurador geral e de mais 12 advogados. Em 2002, vim para a Direh atuar na secretaria do Departamento de Administração em Recursos Humanos (DARH). Em 2004, vim para o Setor de Cadastro de Aposentados e Pensionistas (Secap).

Quais atividades são desenvolvidas no Secap?
O Secap é o setor responsável pelas aposentadorias e pensões do servidor Fiocruz. Quando o trabalhador se aposenta ou quando é preciso abrir algum processo de pensão, é ao Secap que ele deve ser encaminhado.

Em quais atividades do Secap você está envolvida?
Além de secretariar o chefe do setor, Marcelo Navarro, organizo toda a documentação dos processos de aposentadoria e pensões, além de atender a todos os aposentados e pensionistas.

Fale um pouco sobre os desafios de se trabalhar no Secap.
É preciso ter muito jogo de cintura porque trabalho num setor que cuida de servidores que estão se aposentando, seja voluntariamente ou por invalidez. Por conta disso, alguns chegam aqui até um pouco tristes. Todo servidor acaba passando pelo Secap. A história da Fiocruz está aqui e é por esse motivo que temos sempre muito trabalho e, claro, muitos desafios.

Tem alguma situação inusitada que possa nos contar?
O inusitado acontece diariamente no Secap e é por isso que precisamos sempre ter muito respeito e carinho pelos servidores que vêm aqui.

O que a Fiocruz representa para você?
Quando passava em frente à Fiocruz, pensava assim: ?Deus, queria tanto trabalhar aqui!?, mas isso me parecia algo impossível, inatingível. Hoje, digo que realizei meu sonho e que amo meu trabalho.



Leia esta entrevista publicada no site da Direh-Fiocruz

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Jornalismo esportivo com Bianca Medeiros

Alunos de Jornalismo recebem apresentadora da TV Woohoo em um bate-papo bastante descontraído

Por Lara Goulart, 4º período de jornalismo, no site da Agência UVA

Nessa última quinta (02/09) à noite quem esteve no campus-Tijuca foi a jornalista Bianca Medeiros. Apresentadora, redatora e editora do canal pioneiro no Brasil em esportes radicais, Bianca, de apenas 27 anos, conta que chegou à TV Woohoo através de um teste para apresentadores e que antes mesmo de entrar para a equipe, já mostrava seu desejo de ser redatora. Foi a partir daí que abandonou a carreira como modelo e passou a investir no que realmente gosta de fazer: jornalismo.

Dentro da Woohoo começou a se aprofundar no assunto-chave do canal: os esportes radicais. Além de cobrir eventos grandiosos como o WCT de Santa Catarina, Bianca também já entrevistou grandes nomes do esporte brasileiro. Em alguns momentos confessou aos alunos o quão cansativo e, ao mesmo tempo, gratificante é seu trabalho: “É isso o que eu quero fazer, é o que gosto. E quem faz jornalismo tem que gostar muito!”, argumenta.

Jornalista formada, mostra que não parou por aí: “Você tem que se perguntar qual a área em que deseja trabalhar. Se quer escrever, precisa ler e adquirir cultura; se quer fazer TV é bom que saiba editar”, aconselha. Além da faculdade, Bianca fez escola de rádio, artes cênicas, consultas a fonoaudiólogo, entre outros cursos especializados em posicionamentos para o jornalismo.

“Se não se esforçar, não consegue.

Tem que ter força de vontade para alcançar o objetivo.”

Uma aluna perguntou se ela achava necessário passar pelo meio rádio quem deseja fazer TV, a apresentadora respondeu que não considera fundamental, mas sim, um diferencial, pois uma experiência no rádio auxilia o profissional na utilização da voz, na elaboração de discursos objetivos e na agilidade por ser um meio com a desvantagem de não se ter imagem nem escrita.

Quando perguntei sobre a questão do preconceito ao jornalismo esportivo feito por mulheres, Bianca respondeu que isso só existe por conta dos próprios telespectadores que confundem apresentadoras de programas esportivos com mulheres bonitas da televisão. Completou dizendo que defende a importância do conteúdo e que se preocupa sim com a aparência, mas que o papel principal do apresentador é passar a notícia.

Por fim, a convidada falou sobre suas expectativas para a TV Woohoo, disse que aposta nos esportes marciais como um mercado de grandes perspectivas para o jornalismo esportivo e terminou deixando uma mensagem de incentivo aos alunos: “Enquanto houver a busca pelo crescimento, enquanto eu não me considerar uma profissional pronta continuarei me esforçando e fazendo o que gosto.” e brincou: “Espero nunca estar pronta!”.

Bianca Medeiros é o exemplo claro de que um bom jornalista deve procurar aprender todos os processos de seu trabalho e não somente o que for de sua responsabilidade cumprir. O comprometimento e a força de vontade são o diferencial para quem quer alavancar na carreira jornalística. Sigamos o exemplo!


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Simplicidade criativa: o melhor atalho para o sucesso

A UVA-Tijuca recebe diretor de criação em palestra sobre Publicidade

Por Lara Goulart :: 4º período de Jornalismo, pelo site da Agência UVA


Hoje, primeiro de setembro, os alunos de Comunicação Social assistiram a uma palestra sobre a importância da simplicidade na criação de campanhas publicitárias, tendo como palestrante o diretor de criação da 11:21, Gustavo Bastos. Quem também marcou presença foi Marion Green – diretora da ABP, que abriu a palestra convidando os alunos a participarem do 2º Concurso Cultural Universitário do Festival Brasileiro de Publicidade. (Para saber mais sobre o concurso, clique aqui.)

Abordando o tema “Simplicidade Criativa”, Gustavo Bastos inicia a palestra dizendo que as ideias mais simples são também as de maior repercussão no mercado e que em tempos de grande diversidade das mídias, repercussão é tudo. O trabalho publicitário deve ser marcante, rápido e criativo sem que para isso precise ser complexo. Há 20 anos o consumidor brasileiro tinha acesso a apenas cinco canais de TV, dois jornais e recursos de mídia limitados. Atualmente são mais de 200 canais nas TVs aberta e fechada, rádios segmentadas, milhares de sites, blogs e redes sociais compondo as mídias no país. Com a ascensão da internet, além do meio impresso os jornais estão cada vez mais aderindo à publicação online, um exemplo disso é o JB que encerra hoje seu formato impresso, publicando suas matérias somente através do JB Digital.

E a publicidade não para por aí! Existem também as campanhas expostas em elevadores, ônibus, táxis, escadas de shopping e metrô. Para que um projeto publicitário obtenha sucesso é necessário que seja simples e objetivo. “Você consegue criar coisas muito legais para um cliente que não tem grana.”, argumenta Gustavo Bastos e completa: “Mas nem sempre aquilo que é pouco complexo remete ao baixo custo. Pode acontecer de uma campanha simples custar caro para ser produzida.”

“Idéias simples não envelhecem”

É de suma importância que o publicitário pesquise sobre o produto a ser apresentado e encontre um diferencial diante das tantas possibilidades que o mercado já oferece. Muitas das vezes o simples é o diferencial. Ao apresentar vários filmes publicitários que foram bem sucedidos, Gustavo ressaltou o filme de 1987 da Folha de São Paulo que será colocado novamente no ar; um formato simples de publicidade e que por isso não perdeu sua validade, mesmo após 23 anos de sua criação.

Gustavo finaliza a palestra com uma frase de incentivo aos alunos:

“Sonhar grande dá o mesmo trabalho que sonhar pequeno.”

E esse recado não vale somente para os futuros publicitários, não… Estudantes de todas as áreas, precisamos traçar uma meta e buscar na simplicidade a maneira mais prática de conquista. O segredo está na criatividade e na persistência. Sonhe grande!


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Brincadeira sem graça


Por Daniel Hazan e Lara Goulart, 4º período de jornalismo, pelo site da Agência UVA

Nos Estados Unidos, Bullying é uma ação recorrente cada vez mais comum. Bully (“valentão” em português) é a pessoa que escolhe agredir um colega por esse se destacar de um jeito diferente dos demais, como usar roupas extravagantes, ter aspectos físicos avantajados ou simplesmente por não gostar de olhar para a pessoa. A agressão pode ser física ou verbal e acontece de forma repetitiva, o problema são os distúrbios emocionais desenvolvidos pela vítima que muitas vezes explodem de forma abrupta. Um dos casos mais famosos se tornou o documentário: “Trios em Columbine”, onde os adolescentes por trás do tiroteio afirmaram ser perseguidos e portanto, vítimas do bullying.

Onze anos após o Massacre de Columbine o fenômeno ultrapassa as fronteiras e vem ganhando destaque na mídia brasileira. O caso da cidade de Taiuva em São Paulo em 2004, onde Edmar Aparecido Freitas de dezoito anos feriu oito pessoas e suicidou-se em seguida é o mais trágico no Brasil e é também a situação extremista do bullying, quando a violência é exacerbada. É com essa premissa que o programa Arena Universitária recebeu convidados nessa quarta-feira, 25 de agosto, no campus da Universidade Veiga de Almeida. Entre eles a psicóloga e mestre em Educação, Penélope Duarte, duas estudantes que já sofreram esse tipo de agressão e um grupo de policiais civis que formam o movimento Papo de Responsa.

Para a psicóloga, Bullying é um fenômeno que envolve vítimas e agressores e tem como principal característica justamente a repetição da agressão. Ela também ressalta que nem sempre a vítima é criança ou adolescente, podendo adultos também serem perseguidos por colegas de trabalho. O fato é que quando desenvolvido, os sintomas que se agravam são os mesmos: depressão, baixa auto-estima e afastamento social. Penélope destaca o fato de que atualmente o tipo de bullying mais difícil de controlar é o cyberbullying, quando a vitima sofre a agressão em páginas de mídias sociais, por exemplo. E, quando perguntada pela platéia se existe diferença entre o agressor homem e mulher ela responde que a principal diferença é que o homem tende a agredir fisicamente e a mulher verbalmente, sendo que ambos acabam com a moral da vítima.

“Consegui superar esse trauma”

Jéssica Machado (educadora social)

Ao entrar no bate-papo as estudantes contam à platéia seus diferentes casos e como procuraram ajuda para sanar os traumas que ficaram e afirmam que hoje não sofrem mais com os fantasmas do passado. “Foi uma luta, mas já não ligo para o que passou” completa Sílvia Stein. Elas foram perguntadas se era possível seus pais perceberem traços de agressão e Jéssica levantou um dado preocupante: “Muitas vezes, alunos e professores presenciam o bullying na hora do intervalo mas não fazem nada. A prática de tormento, para a maioria das pessoas é completamente normal e vista como brincadeira de criança.”

Penélope Duarte completa: “Acredito que as escolas têm que abrir um espaço para olhar mais de perto esses casos, para assim, tratar tanto as vítimas como os agressores. Para os pais, fiquem atentos às mudanças de comportamento e alimentação.”

Complementando o assunto “Bullying”, os policiais Roberto Chaves, Wagner Ricardo, Marco Pedro e Magalhães esclarecem algumas dúvidas também sobre o tema “Cidadania” e falam um pouco sobre o Papo de Responsa. Para quem não conhece, a iniciativa surgiu em 2003 como um projeto da Polícia Civil e logo depois ganhou a parceria do AfroReggae. Um movimento que tem como objetivo partilhar experiências e promover um grande debate para a conscientização da população sobre drogas, violência, e qualquer outro papo que venha a surgir, como o bullying.

“Não é natural que uma pessoa faça mal a outra e se sinta bem”

Papo de Responsa

Para eles, bullying é a perda dos limites durante a brincadeira, é a perda da consciência individual e respeito na hora de tratar o próximo. A interação com a platéia começou quando foram perguntados sobre o contato e a preocupação por parte da escola. Quem inicia o contato, o Papo ou a escola? “No começo do projeto nós procurávamos por já conhecer o bullying e atender a essa necessidade. Hoje, o quadro reverteu, a demanda é tão grande que não temos espaço na agenda e isso mostra um começo de trabalho por parte da escola. Mostra que eles se preocupam e tomam essa ação preventiva. Porque esse é um dos nossos princípios, trabalhar com a palavra, pois ela pode fazer a diferença.” E ainda enaltecem a parceria com o grupo AfroReggae. “Eles ajudam o mundo, dão oportunidades de aproximar as pessoas de diversos tipos e classes sociais em um ambiente só”.

Quem quiser saber mais sobre o trabalho do Papo de Responsa pode clicar aqui. Não se esqueçam de acompanhar a matéria completa na TV UVA!


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XIV Mostra PUC-Rio 2010


Por Lara Goulart – 4º período de Jornalismo, no site da Agência Uva

Tendo como tema “Baía Nossa de Guanabara: Desafios e Possibilidades”, a Mostra PUC – Rio traz este ano cerca de 80 estandes expositivos, incluindo empresas de grande porte, como por exemplo: Globo, Chevron, Ipiranga, Itaú, Souza Cruz, Coca-Cola, Eletrobrás, Vale, Nestlé, entre outras. As empresas possibilitam aos interessados a inscrição através de sites específicos ou o preenchimento de seu currículo no próprio estande, encaminhando-o ao processo seletivo. Além de programas de estágio, algumas dessas empresas proporcionam processos para vagas efetivas aos já graduados.

Segundo a Comissão Organizadora da XIV Mostra PUC – Rio, “o evento tem como objetivo orientar e capacitar a juventude universitária a definir ações que a coloquem como interlocutora privilegiada em sua inserção no mercado de trabalho”.

Como diferencial, alguns estandes também oferecem dinâmicas promocionais, música, quizz interativo e, com isso, conquistam o interesse dos visitantes. Além do espaço físico, a Mostra traz um leque de palestras nos auditórios da universidade, promovidas pelas empresas participantes.

O estande que mais me chamou a atenção foi o do projeto “Ensina!”, que recruta graduados a um trabalho comunitário, remunerado. O projeto consiste numa iniciativa de reforma na educação do mundo todo, chegando agora no Rio. O “Ensina!” é resultado da monografia de uma universitária que propôs à banca uma solução para a precariedade do ensino público: fazer dos melhores alunos das melhores instituições, professores. Assim, os profissionais poderão atuar como um reforço ao ensino das escolas. Mesmo os ainda não-formados podem inscrever seu currículo e aguardar no banco de dados, pelo processo seletivo do projeto!

Sem sair do espaço da Mostra, vale a pena fazer um intervalo e aproveitar a praça de alimentação, aonde os visitantes têm desde fast-food até culinária japonesa!

A feira estará exposta até o dia 20(sexta), no campus da PUC-Rio, na Rua Marquês de São Vicente, 225 – Gávea, das 10 às 20h. Não há restrições de faixa etária, apesar do evento ser destinado ao público universitário e, o mais interessante: é entrada franca!


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A culpa é do Dr. Sérgio!

A pretexto de interpretar uma tendência revelada na coluna Gente Boa, publicada no jornal O Globo em 28 de fevereiro de 2010 – lojas do Fashion Mall retiram as etiquetas das roupas femininas – os alunos customizaram sua criatividade. Confira!

Por Frederico Menna, Lara Goulart e Thiago Mendes

Já eram 20h40 e Gabriela ainda estava no trânsito da Avenida Maracanã. Desesperada, liga para sua melhor amiga:

- Bia, você já tem roupa para a festa do Dr. Sérgio?

- Claro, amiga… Comprei há semanas! Por quê?

- Não sei o que fazer! Não tenho nada que sirva, estou parada no trânsito a caminho do shopping para ver se encontro alguma coisa!

- Tudo bem, amiga! Boas compras! Beijos!

- Beijos!

Depois de muitos estresses, Gabriela chega finalmente ao shopping. Entra na primeira loja à procura de um vestido. Sem pensar, pega o primeiro que vê e o compra. Já no estacionamento, confere se há alguém por perto e se troca dentro do carro.

Na primeira arrancada do carro, percebe que está de tênis. Volta à loja, correndo, a fim de um par de sapatos. O vendedor a atende com um humor terrível, dizendo que o shopping já está fechando. Ela conta sua saga e, comovido, ele sobe até o estoque e traz um par de sapatos que combine com o vestido.

Ao chegar em casa, após o sufoco, Gabriela nota que, na pressa, o vendedor entregou-lhe dois pés iguais. Revoltada, agacha para procurar no closet um sapato que sirva. Para sua infelicidade, o azar lhe bate à porta outra vez: seu vestido rasga na altura do quadril!

Já triste, abatida e sem vontade de cantar uma bela canção, Gabriela vai à festa com a mesma roupa que usara durante o dia!

Chegando lá, descobre que se enganou: a festa seria no dia seguinte! Pasma, exclama:

- Excelente! Nem gosto do Dr. Sérgio mesmo!!!


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“A importância do voto” foi pauta no Arena Universitária


Alunos de Comunicação Social trazem ao programa gravado na última quarta, 25 de agosto, o assunto atual: as eleições.

Por Lara Goulart, 4º período de Jornalismo.


É ano de eleição, de compromisso com a cidadania, mas também o momento de repensar sobre o papel do cidadão na democracia. “Será que o brasileiro tem consciência política? Será que ele sabe do seu significado como eleitor?” Essas são algumas das perguntas levantadas pela platéia durante o programa Arena Universitária, da Universidade Veiga de Almeida. Dentre os convidados, estão: um cientista social, Guilherme Carvalhido; um cientista político, Gabriel Gutierrez e duas estudantes com visões e posturas distintas acerca do assunto.

O professor e cientista social, Guilherme Carvalhido introduz a temática dizendo que a política não faz parte do cotidiano do cidadão brasileiro e que no interior do país ela chega com mais força do que nas próprias capitais. Completa dizendo que há pouca visibilidade e fala ainda da carência de debates, o que torna limitada a formação cultural e democrática do Brasil. Ainda acrescenta: “Cabe primeiramente ao eleitor tornar o Governo melhor. A descrença no voto é a descrença na política e consequentemente é também a descrença no país!”

Quando questionado sobre a credibilidade nos candidatos, Gabriel Gutierrez aponta sua visão explicando que o erro das pessoas está na generalização dos casos. E que ainda existem sim, políticos corretos e não-corruptos. E que cabe ao cidadão refletir e escolher a melhor opção. A platéia também participou com perguntas relacionadas à obrigatoriedade do voto e nesse contexto Carvalhido responde que acredita na não obrigatoriedade pois, num momento de descrença social seria melhor pedir para as pessoas se conscientizarem do que obrigá-las a isso. Já Gutierrez, discorda: “Se o voto não fosse obrigatório só uma parcela mínima de uma certa elite votaria. Aí sim, não acreditaríamos na política pois os representantes não seriam escolhidos por todos.”

Representando o grupo dos votantes, a aluna de Produção Cultural, Talita Cairrão diz que acredita na democracia como um direito de resposta do cidadão e conta que iniciou como integrante do Grêmio Estudantil escola em que estudava e impulsionada por acreditar que poderia melhorar as condições dos estudantes. Em contrapartida, uma estudante da platéia fala sobre sua posição como não-votante dizendo que prefere pagar multa a ter de ir a uma sessão eleitoral, pois não acredita que sua escolha venha a mudar a situação do país.

Durante o programa, os convidados também falam sobre o Horário Eleitoral Gratuito, sua repercussão na sociedade e também sobre os artistas que se candidatam e são eleitos por uma grande parcela da população. Ao final do programa, o professor Carvalhido pede que os jovens reflitam sobre o valor da política e da democracia.

Mas, e você? Considera-se um eleitor consciente e que entende a importância do seu voto? É necessário que vejamos o Título de Eleitor não somente como o cumprimento de um dever, mas como o direito de escolha do que acreditamos ser o melhor para o nosso país. Mais do que tornar eleito um candidato, nosso papel é, na verdade, dar um voto de confiança ao futuro do Brasil.

Entrevista

Por Lara Goulart, em 8 de outubro de 2010, pela Direh - Fiocruz

Plenete Cavalcanti Marques

Plenete está na Fiocruz há 43 anos, seu primeiro e único emprego, onde atua como auxiliar administrativa.


Qual a sua formação acadêmica?


Ensino médio, com especialização em RH.

Quando e como começou sua história na Fiocruz?


Comecei a trabalhar em 01 de março de 1967 no Aggeu Magalhães, que pertencia ao Ministério da Saúde. Em 1970 passamos a pertencer à Fiocruz e eu fui selecionada, entre outros concorrentes, para o cargo de Auxiliar Administrativo.

Além do Centro de Pesquisa Aggeu Magalhães, já trabalhou em mais de uma unidade? Quais?


Não, este foi meu primeiro e único emprego. Costumo dizer que sou muito conservadora.

Quais os maiores desafios do seu trabalho?


Trabalhar no RH já é um desafio, pois se trabalha com o presente e o futuro do servidor e qualquer deslize pode acarretar em uma perda financeira ou cadastral. Por isso, temos que estar sempre atualizados quanto às legislações.

Tem alguma situação marcante para nos contar, que tenha vivido na Fiocruz?


Ao longo destes anos tive muitas situações marcantes, mas entre todas, cito o fato de o primeiro e único emprego da minha vida ser nesta instituição e de fazer parte da história do Aggeu Magalhães através da edição do livro: "Memórias revisitadas do Instituto Aggeu Magalhães na vida de seus personagens".

Qual a importância da Fiocruz para a sua carreira profissional?


Posso dizer "tudo", porque tudo o que aprendi ao longo destes anos foi na Fiocruz.

O que a Fiocruz representa para você?


Acredito que não só para mim, a Fiocruz seja um cartão de visita no que se refere a pesquisa em doenças tropicais e na área de ensino, como: especialização, mestrado e doutorado em saúde pública.


Entrevista publicada em 08.10.2010 - Foto: Acervo pessoal
Ler entrevista publicada no site da Direh-Fiocruz

Entrevista

Por Lara Goulart, em 20 de outubro de 2010, no site da Direh - Fiocruz

Tânia Santos

Tânia trabalha na Fiocruz há 14 anos e está a frente da Feira do Talento na Farmanguinhos.


Qual a sua formação?

Sou bacharel em Ciências Contábeis

Há quanto tempo trabalha na Fiocruz?

Desde 1º de março de 1996. Portanto, há 14 anos.


Trabalhou em quais departamentos na CTM/Farmanguinhos? E em qual departamento está atuando?

Em Farmanguinhos diversifiquei meu curriculum trabalhando como secretária da Diretoria Executiva – Drª Eloan Pinheiro, no Departamento de Vendas e no Departamento Financeiro. Atualmente, estou na Assessoria de Gestão Social.

Em qual departamento você se sentiu mais realizada profissionalmente?

Estar em outros departamentos foi muito rico para meu crescimento pessoal e profissional, mas estar hoje na Assessoria de Gestão Social está sendo muito marcante e gratificante para mim.

Quais atividades desempenha na CTM/Farmanguinhos?

Atividades administrativas e coordenação da Feira do Talento que é um projeto de economia solidária.

Fale um pouco sobre a Feira do Talento:

A Feira é um projeto que visa contribuir para o acesso da população à oportunidade de trabalho e renda como condições essenciais para inclusão e mobilidade social. Estamos na fase das feiras itinerantes para comercialização do artesanato.

As pessoas podem ter acesso às informações sobre a Feira? Onde?

Sim, no site da intranet de Farmanguinhos tem uma entrevista minha à TV Brasil referente à Feira.

Quais os principais desafios em sua atuação na Fiocruz?

Hoje são muitos! Entre eles, contribuir com os artesãos que participam do projeto Feira do Talento, ajudando na capacitação para se tornarem empreendedores dentro do conceito de economia solidária e dar oportunidade para que eles sejam autônomos, pessoas críticas e responsáveis pela sua transformação social.

Como você se sente fazendo parte de uma Instituição com 110 anos de existência?

Me sinto muito importante, pois há 14 anos faço parte e contribuo para esta história de dedicação à saúde da população brasileira.

Quais as suas metas na Fiocruz?

Contribuir com a Assessoria de Gestão Social de Farmanguinhos na construção de uma política de responsabilidade social com as comunidades do seu entorno. Bem como continuar fazendo parte da equipe de Farmanguinhos através do meu trabalho.

Tem alguma situação inusitada que tenha ocorrido dentro do seu ambiente de trabalho e que possa nos contar?

Não tão inusitada, mas marcante. A vinda para Jacarepaguá me deixou muito triste, mas logo depois retomei minha alegria, visto que a perspectiva era de melhoria para fazermos mais medicamentos para a população.


O que a Fiocruz representa para você?

Uma instituição séria, que investe na saúde pública. Tenho muito orgulho de participar desta família.


Entrevista publicada em 20.10.2010 - Foto: Acervo Pessoal
Ler matéria publicada no site da Direh - Fiocruz

Direh recebe visita de diretor de instituição boliviana para apresentar o modelo de capacitação da unidade

Por Lara Goulart, em 3 de novembro de 2010, pela Direh - Fiocruz

Na manhã do dia 28/10 (quinta-feira), a chefe do Departamento de Desenvolvimento de Recursos Humanos (DDRH), Andréa da Luz Carvalho, juntamente com a chefe do Serviço de Capacitação (Sercap), Carla Kaufman, receberam o diretor Geral Executivo do Instituto Nacional de Laboratórios de Saúde da Bolívia (Inlasa), Dr. Wálter Agreda Coca. Na reunião foi apresentado o processo de capacitação utilizado na Fiocruz, para possível implantação na instituição boliviana dirigida por Wálter.

Durante o encontro, a Direh pautou a necessidade de integração com os Serviços de Recursos Humanos (SRHs) de outras unidades, enquanto primeiro desafio, objetivando voltar suas ações para fortalecimento da área de RH. Outro ponto levantado foi a necessidade de se definir uma política institucional para que as ações internas sejam centralizadas e, a partir disso, elaborar um plano estratégico, levantando em conta os conhecimentos necessários à instituição e os conhecimentos dos trabalhadores. Em um momento, Wálter aproveitou para fazer uma comparação com o conhecimento explícito e o talento individual que cada trabalhador apresenta: “Deve existir algum plano que identifique e atenda a instituição, mas sempre valorizando a capacidade do trabalhador”.

Andréa e Carla apresentaram slides que explicavam o Plano Anual de Capacitação, atualmente utilizado na Fundação, apontando críticas e observações que possam auxiliar numa gestão futura. Wálter assistiu às apresentações, sempre pontuando aspectos positivos da unidade. Ele ainda ressalta a importância da Fundação, enaltecendo os serviços aqui prestados: “A Fiocruz é uma instituição com muito prestígio, pois não é só um centro de pesquisa, mas uma instituição completa, que integra vários cursos, mestrados, doutorados e escolas internas, que facilitam essa capacitação de seus profissionais”, observa.

A reunião esclareceu que o principal objetivo na execução dos planos de capacitação é incentivar o trabalhador à sua qualificação profissional. Para isso, é necessário um plano estratégico que o convença de que sua capacitação trará mudanças e melhorias à instituição. É válido lembrar que a Direh já vem adotando uma estratégia simples, porém eficaz, fazendo entrevistas com os chefes de departamento e serviços e trabalhadores, com vistas a alinhar os objetivos num mútuo interesse (institucional e individual), para, assim, tornar o profissional Fiocruz cada vez mais produtivo.

Ao fim da apresentação, o diretor se mostrou animado em levar consigo boa parte das praticas expostas para discussão e aplicação no Instituto da Bolívia.



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